terça-feira, 6 de setembro de 2011

Pensamentos

As 6 palavras mais importantes.
“Admito que o erro foi meu”


As 5 palavras mais importantes.
“Você fez um bom trabalho”


As 4 palavras mais importantes.
“Qual a sua opinião”


As 3 palavras mais importantes.
“Faça o favor”


As 2 palavras mais importantes.
“Muito obrigado”


A palavra mais importante.
“Nós”

                                         
                                   Grupo de Ciências Luckesi
(por Paulo Sérgio Fiorato)

domingo, 4 de setembro de 2011

Engenheiro Danilo Pelloso trabalhou no projeto que eliminou o Cancro Bacteriano da Videira




LUCÉLIA - O luceliense, Danilo Pelloso, Engenheiro Agrônomo da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, Coordenadoria de Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo, juntamente com a colaboração de pesquisadores do Instituto Biológico, vêm realçar a importância do cancro da videira em artigo publicado na Revista Internacional: Tropical Plant Pathology, artigo: Grapevine bacterial canker in the State of São Paulo, Brazil: detection and eradication, Cancro bacteriano da videira no Estado de São Paulo, Brasil: detecção e erradicação, na qual atuou no projeto de eliminação do Cancro Bacteriano da Videira causado pela bactéria Xanthomonas campestris pv. Viticola na região de Tupi Paulista.

Pelloso comenta: nossa missão é a prevenção de doenças de grande relevância nacional, para o bom desenvolvimento das culturas significativas para o Estado de São Paulo, agraciando nossa sociedade com alimentos de alta qualidade. E complementa: essa foi mais uma conquista efetuada na região da Alta Paulista pela Inspetoria de Defesa Agropecuária de Adamantina, em comunhão ao Escritório de Defesa Agropecuária de Dracena, na qual tive o prazer de contribuir, eliminando da região a presença do cancro da videira, trazendo tranqüilidade aos nossos produtores. Agradecimentos são necessários, principalmente ao Engenheiro Agrônomo Dr. Deusdele Antônio Ferreira, do Escritório de Defesa Agropecuária de Dracena por estar junto nesta batalha, nesta luta contra esta temerosa doença que assola os parreirais, principalmente na região de Petrolina, no Estado de Pernambuco e agora ausente em nosso Estado de São Paulo. 

Fonte: Danilo Pelloso

Grupo de Ciências Luckesi faz apresentação no Rotary Club de Lucélia



LUCÉLIA - Na quarta-feira, 31, no Rotary Club de Lucélia, na presença do presidente Carlos Alberto Oliveira dos Santos e os membros da mesa diretora, o Professor Ms. Paulo Sérgio Fiorato, sob indicação do companheiro Danilo Souza Pelloso realizou-se a apresentação do Grupo de Ciências Luckesi para conhecimento do Rotary Club de Lucélia do projeto que de forma significativa envolve e contribui com nossa comunidade luceliense e região.

Fiorato comentou sobre a estruturação do Grupo Luckesi através de parceiros como universidades de importância nacional assim como o objetivo social ao que se destina o mesmo, sendo referência em muitas escolas da região e universidades como Universidade Estadual Paulista (UNESP), Universidade de São Paulo (USP) dentre outras. Comentou também sobre as descobertas arqueológicas realizadas pelo Grupo Luckesi, descobertas essas de grande relevância histórica e cultural por tratar-se de material fossilizado de animais pré-históricos. No segundo momento houve a apresentação das atividades do Grupo Luckesi, onde o mesmo através de slides mostrou todo o trabalho realizado nesses 11 anos de existência deste respeitado Grupo. Os companheiros do Rotary Club de Lucélia após apresentação saudaram com uma salva de palmas o belo trabalho desenvolvido pelo Professor Ms. Paulo Sérgio Fiorato. Danilo Pelloso, agradeceu a presença do professor Paulo Sérgio Fiorato, do Presidente companheiro Carlos Alberto dos Santos, e de todos os companheiros presentes pela oportunidade concedida para a exposição do Grupo Luckesi em atendimento ao pedido solicitado. “Caminhando juntos com projetos voltados ao desenvolvimento de nossa comunidade estaremos navegando por mares conhecidos e prazerosos”, concluiu Danilo.





Rotary Club de Lucélia doa livros para a Campanha Ler para ser Ser para Ajudar.




LUCÉLIA - Na quarta-feira, 31, no Rotary Club de Lucélia, a campanha “Ler para Ser, Ser para Ajudar”, foi agraciada com doações de livros diversos pelos companheiros rotarianos que mais uma vez mostrou o lema SERVIR SEM PENSAR EM SI como o principal objetivo das atividades rotárias.




Com o intuito do estímulo a leitura pela comunidade, o companheiro Danilo Pelloso, idealizador da campanha, agradece a todos os companheiros rotarianos do Rotary Club de Lucélia pelo empenho nesta prazerosa batalha.Pelloso comenta: “Necessário e imprescindível torna-se o estímulo à leitura em nossa comunidade luceliense, criando assim cidadãos mais conscientes, detentores de atitudes mais equitativas e com discernimento em suas ações dentro do convívio social.E completa: “Caminharemos nesta campanha, que permanecerá até alcançar os desígnios a qual fora proposto: Ler para Ser, Ser para Ajudar, criando uma comunidade mais justa e menos desigual. Criando sentimentos humanitários, conflitos sociais reduzirão. Criando sentimentos de compaixão, focalizaremos a boa face do convívio social. Se você diz que pode ou diz que não pode você estará certo. Sejam todos bem-vindos a essa nova causa”.Encerrando, Pelloso agradeceu a todos os companheiros do Rotary Club de Lucélia, ao Presidente companheiro Carlos Alberto Oliveira dos Santos e, em especial aos seus padrinhos companheiro Anísio Queiroz e a sua esposa companheira Presidente da Casa da Amizade Adorama Braga de Queiroz que confiou no trabalho a ser objetivado.




quinta-feira, 25 de agosto de 2011

DESAPARECIMENTO JOSÉ PAIVA



*MENSAGEM ESCRITA NO DIA 25/08/2011*FAVOR NÃO ALTERAR ESTE TEXTO.

Olá amigos!O Sr José Paiva está desaparecido.Sabemos que ele saiu de Lucélia acompanhado de seu cachorro, na noite do dia 14/08 e foi até a cidade de Pracinha andando. Lá ele foi visto nas proximidades da Penitenciária na manhã do dia 15/08. Algumas pessoas afirmam que ele pegou um ônibus de volta para Lucélia no fim da tarde do dia 15/08, tendo descido no primeiro ponto (Supermercado Barcelos/Vila Rancharia). Na manhã do dia 16/08 o cachorrinho que acompanhava o sr. José foi encontrado em frente a Penitenciaria de Pracinha, os funcionários relataram que ele estava lá desde o dia anterior, o que reforça a versão de que o sr José realmente tenha pego o ônibus de volta para Lucélia, tendo assim se separado do cãozinho. Enquanto as buscas ainda se concentravam em Pracinha o sr José supostamente foi visto nas proximidades do cemitério de Lucélia. Infelizmente as informações sempre chegavam com 1 dia de atraso, por isso talvez não tenha sido possível localizá-lo. Na manhã do dia 17/08 três pessoas afirmaram tê-lo visto nas proximidades da escola Carlos Bueno (Vila Rancharia) e então as buscas se concentraram naquela região por 03 dias e foi se estendendo para a zona rural e cidades vizinhas, mas infelizmente desde esse dia não houve mais nenhuma notícia que tenha sido relevante. Então buscamos alguma informação concreta que possa nos levar ao paradeiro do sr José para que possamos ao menos procurá-lo na direção correta. Sei que muita gente já recebeu um e-mail ou mensagem sobre esse assunto, não queremos cansar ninguém, apenas pedimos para que divulguem para sua lista de contatos e quem sabe alguém tenha alguma informação que possa nos ajudar.


O Sr José tem mal de Alzheimer, doença degenerativa que afeta a memória e por isso deve estar desorientado e confuso, talvéz não saiba nem mesmo dizer quem ele próprio é e nem sabe dizer onde mora, portanto pedimos para que qualquer informação seja passada para a família, pois as vezes um simples detalhe pode fazer a diferença.

Aproveitamos para agradecer o apoio e a colaboração que temos recebido! Que Deus abençoe a todos!

CÉLIA R. EUGÊNIO PAIVA

INFORMAÇÕES PELOS FONES:

(18) 3551 - 1844 (horário comercial)

(18) 3551 - 3033

(18) 8122 - 4408(18) 9712 - 9305 

(18) 35514003

sábado, 20 de agosto de 2011

DESAPARECIDO



Jose Paiva, 77 anos, 1,70m, saiu de casa pela madrugada, de hoje, 15/08/2011, e não mais voltou. Contatos: Fones 190, (18)3551-4003; (18)3551-2420; (18)3551-1844.




Sejam todos bem-vindos


Amigos por favor quem tiver noticia do nosso amigo Sr. José Paiva por favor entre em contato no telefone descrito acima. É de grande importância a sua colaboração. Prprietários rurais vaulhem as suas propriedades em cada ponto, já que o Sr. José Paiva pode estar em sua propriedade. Nos ajude. Obrigado. 


Atenciosamente, Danilo Pelloso.

Homenagem ao Professor Ms. Paulo Sérgio Fiorato


Sejam todos bem-vindos

No último dia 15 de agosto de 2011 na Câmara Municipal de Lucélia, SP, fomos agraciados com a Homenagem ao Ilustre Professor Ms. Paulo Sérgio Fiorato, fundador do Grupo de Ciências Luckesi. O vereador João Armando Agra Junior concedeu ao mesmo Mocão de Aplausos e Congratulações pelo belo serviço prestado em nossa comunidade a frente do Grupo de Ciências Luckesi. Mais uma vez venho agradecer o nosso querido João Armando Agra Junior pelo reconhecimento que ele em nome da Câmara Municipal de Lucélia concede a nossos projetos. Muito obrigado meu querido amigo.





Campanha Ler para Ser, Ser para Ajudar: PARCERIAS




Sejam todos bem-vindos

É com grande satisfação que venho através desta agradecer em nome da Campanha Ler para Ser, Ser para Ajudar na qual o vereador João Armando Agra Junior é o mais novo parceiro.
A Campanha resultará em bons frutos. Estimulando a leitura por nossas crianças e adolescente, criaremos uma comunidade com maior discernimento cujo seus integrantes num futuro um pouco longo mas não muito distante auxiliará um ao outro de forma cortez, respeitosa, e com dignidade. Obrigado a todos 

Atenciosamente, Danilo Pelloso 



terça-feira, 16 de agosto de 2011

DESAPARECIDO




Jose Paiva, 77 anos, 1,70m, saiu de casa pela madrugada, de hoje, 15/08/2011, e não mais voltou. Contatos: Fones 190, (18)3551-4003; (18)3551-2420; (18)3551-1844.

domingo, 14 de agosto de 2011

Slogan da Campanha Ler para Ser, Ser para Ajudar




Sejam todos Bem-vindo

Abaixo encontra-se o slogan da Campanha Ler para Ser, Ser para Ajudar, que consiste no incentivo a leitura através de várias iniciativas a serem desenvolvidas. Vamos contribuir e com isso aproximar nossas crianças das estórias.






Campanha Ler para Ser, Ser para Ajudar - Gazeta Regional - 13 de Agosto de 2011




Sejam todos bem-vindo.

Agradeço a todos os que de forma direta e indireta estão a contribuir com a Campanha Ler para Ser, Ser para Ajudar. Ao jornal Gazeta Regional pela divulgação meus cumprimentos. A todos os companheiros do Rotary Club de Lucélia que abraçou esta causa, estando como parceiro da mesma, assim como o Grupo Luckesi, da Escola Estadual José Firpo.




por Danilo Pelloso.



sexta-feira, 12 de agosto de 2011



O Rotary Club de Lucélia, na Presidência do Companheiro Carlos Alberto Oliveira dos Santos nos agraciou sendo parceiro na Campanha Ler para Ser, Ser para Ajudar. O objetivo da mesma é a princípio a arrecadação de livros de quaisquer natureza para ser distribuídos as Bibliotecas Públicas da nossa cidade e região. Em segunda enfase seria o estimulo a leitura através de eventos a serem realizados em nossa cidade. Agradeço muito a todos os companheiros do Rotary Club de Lucélia, assim como nosso Presidente companheiro Carlos e sua diretoria que abraçou a causa de Servir Sem Pensar em Si, nosso lema rotário.

Venham fazer parte desta nova caminhada.

Sejam todos bem-vindos

por Danilo Pelloso

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Divulgação da Campanha Ler para Ser, Ser para Ajudar.



Venham conferir a divulgação da Campanha Ler para Ser, Ser para Ajudar e continue a colaborar por esta causa amigo. Em segunda etapa haverá eventos de estímulo a leitura.  

Matéria do site Nossa Lucélia:

domingo, 31 de julho de 2011

Conhece-te a Ti Mesmo - Krishnamurti



O Mensageiro da Estrela

Por J. Krishnamurti, tal como impresso na revista The Herald of Star no número de Maio de 1925

Penso que não existe tema mais interessante ou mais prometedor, ou de forma alguma mais excitante, do que o estudo de nós mesmos. Aos 15 ou 16 anos, estamos submersos em nós mesmos. Não há nada que nos interesse tanto. Depois apaixonamo-nos por alguém; mas ainda assim estamos extasiados com nós próprios. Há, descobrimos, muito mais inteligência no estudo de nós mesmos, e muito pouco pensamento dedicado aos outros. E de bom grado damos a uma quiromante 15 rupias para ela nos contar tudo sobre nós. E sentimo-nos bastante confortáveis com o pensamento de que iremos ser grandes um dia – sem, aparentemente, ter que lutar por essa grandeza. Existe apenas um tema que nos atrai e esse somos nós mesmos. Discutimo-nos, e de uma forma aprobatória consideramos como nos comportar, de que modo desenvolvermo-nos, e por aí em diante.
Parece-me que se pensarmos inteiramente deste ponto de vista, deste ponto que unicamente nos interessa a nós, não entenderemos porque é que existimos, ou porque qualquer coisa neste mundo, de todo, existe. Claro que é verdade que primeiro temos de nos compreender a nós mesmos antes de querer descobrir seja o que for sobre a vida em geral. Filosofia, religião e outros temas não possuem real valor, real controlo sobre um indivíduo, ou apenas têm uma pequena influência, quando somente apontam como podemos escapar a certas coisas, como evitar o mal, e por ai fora. Mas aqueles de nós que são membros da Star, ou pertencem a tais organizações, deverão ter a ideia de um plano definido que está a desenvolver-se.
Estamos em posição de examinar as coisas que nos são mais valiosas – coisas que produzem em nós o desejo de evoluir. Em todos nós existe o desejo de descobrir por nós mesmos até onde podemos compreender quem somos e o que nos afecta. A pessoa comum está de longe mais interessada nela mesma do que em qualquer outra. Luxúria, conforto, felicidade, tudo tem que apoiar os seus fins. Quando tudo foi feito para a satisfazer então somente pensa nos outros. Quando eu tiver comido e dormido o suficiente, voltar-me-ei para pensar nos outros. Esta é a visão comum. Se tiveste amor em abundância, ou felicidade, és levado a pensar no outro.
Mas para alcançar essa felicidade, devemos descobrir até onde nos encaixamos num plano definido. Devemos estar cientes de que há um plano em que cada um de nós tem um papel a representar, e devemos possuir a determinação na qual agiremos, com a qual deveremos criar o ambiente no qual caberemos – ou não; e se estivermos dispostos a procurar com a atitude correcta deveremos ser capazes de descobrir até onde nos encaixaremos nesse plano. Para mim, posso imaginar que os deuses eleitos disseram que Krishna deverá encaixar-se num certo plano estabelecido, e que o quer que seja que ele faça, não terá valor, e enquanto encaixar nesse plano, Krishna crescerá e será feliz. Eu estava interessado e observava-me a mim mesmo, e podia ver de ano para ano uma mudança definida, uma orientação definida, uma transformação definida e podia ver qual era o meu definido papel. E assim cada um de nós deverá descobrir que caminho percorrer e qual a especialidade a ter.
Acontece frequentemente que a maioria de nós está disposta a subir até ao altar e verter a nossa devoção. A devoção existe, em diversos graus, na maioria de nós, mas não pode nem deve satisfazer-nos. Se eu fosse ter com a Dr.ª Besant e lhe disesse: “Estou disposto a servi-la em qualquer das minhas capacidades. Estou disposto a sacrificar tudo e o meu único desejo é trabalhar para obter conforto, independência, e por aí fora,” ela diria, “Oh, muito bem; que capacidades trazes contigo. De que modo queres prestar serviço ao Mestre?” A devoção deve ter um escape na actividade física; e desta forma se tivermos de determinar qual o papel que cada um de nós tem de representar, antes de nos oferecermos, devemos descobrir quais as capacidades que temos. Quando para um Teósofo ou um membro da Star ou qualquer outro, o chamamento aparece como “sacrifica tudo e vem ao Mestre,” não é suficiente pedir ao Mestre que aceite somente a nossa devoção; devemos dar-lhe qualquer coisa que lhe permita guiar-nos. Por outras palavras, devemos trazer perante o Mestre certas capacidades e não aparecer apenas de mãos vazias. Se eu puder chegar junto do Mestre e dizer “Eu posso fazer isto ou aquilo, eu posso escrever ou pintar ou compor música ou representar,” Ele dirá: “Muito bem, esse é o teu caminho. Vai e procura, descobre quais são os teus talentos, e logo que os encontres, saberás como sofrer e servir.” Pois existem muito poucos que realmente conseguem dizer, “Eu posso fazer isto; ao longo desta linha reside o meu sacrifício ao serviço do Mestre.” Consideramos que nos sacrificámos quando terminamos sem algo do qual podemos facilmente abrir mão.
Se eu tivesse imaginado algo em particular que o Mestre quisesse realizado, eu tratá-lo-ia de outro modo. E se eu precisasse de riquezas, tê-las-ia acumulado, não para mim, mas para o Mestre, e ao acumula-las, saberia que tinha que me sacrificar, e tinha que suportar enormes sofrimentos e mal-entendidos. Mas é a atitude que conta. Estamos com medo de que as nossas capacidades não nos guiem pelo caminho que nos foi preparado. Assim temos que descobrir antes de servir realmente, de que maneira cada um de nós pode servi-Lo, de que modo podemos oferecer o nosso sacrifício, e ao descobrir qual o nosso caminho deveremos descobrir a qual tipo pertencemos, se ao tipo que vai para o mundo e se desenvolve no mundo, por assim dizer, ou é deixado numa estufa e evolui, como uma planta, igualmente cheio de força. Há pessoas que trabalham no mundo por vários anos, que trabalham e fazem de tudo sem descobrir qual o propósito da vida. Descobrem o seu propósito por acaso, mas acumularam tanto do que o mundo tem para dar que ao entrarem em contacto com as realidades espirituais abrem mão de tudo o que adquiriram, enquanto aqueles que cresceram numa estufa separados do mundo alcançam o objectivo por outro caminho.
Portanto tal não tem importância desde que tenhamos aprendido o que ambas as guerras de identidade podem oferecer, e não até então estarão aptos a servir o mundo. Imaginem apenas uma pessoa que é criada, diga-se, num templo onde é reprimida, onde desenvolve complexos. Assim que essa pessoa sai lá para fora para o mundo, tem a melhor das diversões; e é o mesmo com a pessoa que trabalha cá fora no mundo. Não podemos evoluir ao longo de uma linha definida. Devemos evoluir em todas as direcções e até lá não ajudamos e só atrapalharemos.
Tal como eu conheço o meu próprio caminho, também cada um de nós deverá descobrir o seu caminho e até essa descoberta ser feita não devemos estar prontos ou aptos para servir o Mestre. Aqueles de nós que têm imaginação, que em certo grau têm a capacidade de tomar uma visão impessoal da vida, podem descobrir isto. Mas a maioria de nós não têm o desejo de servir, nem o desejo de alcançar o seu caminho ou objectivo.
O nosso problema é que tal como no mundo exterior, temos os nossos direitos adquiridos. E desde que exista o elemento de egoísmo, não descobriremos o caminho. Cada um de nós quer que o Mestre desça até si; mas o que não aprendemos foi que, mesmo como imaginamos, se Ele descesse das nuvens, seríamos incapazes de O servir, porque não nos equipámos para Lhe prestar serviço.
Devemos descobrir de que maneira podemos servir, e isso implica a completa violação de nós mesmos, das nossas relações, etc. Não é que não tenhamos o desejo, nem a nostalgia que as grandes pessoas têm; mas em nós não é constante. Não existe aquela pressão contínua que nos mantêm a andar, a andar, a andar. Significa verdadeiro sacrifício, significa subjugar-nos em tudo e não deixar o ego (a personalidade, o eu) ficar-se por cima. Então deixaremos de distorcer as coisas para que se encaixem nos nossos preconceitos, mas compreendê-las-emos de um modo total; por outras palavras, tornam-se realmente simples.
Devemos ter a coragem e determinação para desistir; e quando subimos e atingimos uma certa distância, descobrimos o quanto de tolos somos ao lutar pelo que é tão trivial, tão simples. Existem tantos temas com os quais lutamos de uma forma tão complicada; mas se nós apenas nos deixássemos expandir um pouco, todos estes temas se tornavam simples, todas as complicações desapareceriam. Mas requer que nos observemos constantemente, que estejamos atentos para ver se estamos a fazer a coisa certa ou a coisa errada.
Cada um de nós sabe destas coisas de fio a pavio, e mesmo assim se o Mestre chegasse e perguntasse o que cada um de nós soube fazer, de que modo agimos na sua ausência, de que modo cumprimos o nosso papel, quais seriam as nossas respostas? É surpreendente como não conseguimos mudar, como devíamos, tal e qual uma flor. A nossa crença embora forte, não é a crença de um homem que age com uma determinação fixa. Essas são, no entanto, as pessoas que o Mestre quer ao Seu serviço, e não somente aquelas que são apenas devotas, sem que essa devoção as conduza à acção. Se nós conseguirmos pôr de lado a nossa própria evolução, e trabalhar e esquecermo-nos de nós mesmos no trabalho, então seremos verdadeiramente servis e aproximar-nos-emos do Mestre. Pode ser que eu seja jovem, que eu não tenha sofrido como os mais velhos já sofreram, mas se o sofrimento pode desalentar o entusiasmo então mais vale não tê-lo. Mas o que foi que nos ensinou o sofrimento?
Como disse no início, não existe nada tão absorvente como o estudo de nós mesmos. Esse é o único assunto sobre o qual vale a pena pensar; porque significa mudança. Não existe ninguém para forçar os mais velhos, e portanto ficam cristalizados. O que interessa é descobrir o que podemos fazer e até onde nos podemos sacrificar; quanta é a nossa força e quais as nossas capacidades. Quando vemos pessoas numa atitude de reverência, penso frequentemente no que terão feito por via do sacrifício.
Nos anos que estão para vir, ou temos que nos adaptar rapidamente à corrente em mudança, ou sair completamente dela. Quando definitivamente agarrarmos um vislumbre do Plano, por mais passageiro que seja, e sabendo que devemos continuar, simplesmente continuaremos, porque é muito mais divertido do que somente marcar o tempo. O que interessa é termos de fazer qualquer coisa para mudar. A velhice não significa que não podemos mudar. Por outro lado, é mais fácil para os mais velhos, porque eles já tiveram a experiência, e o sofrimento; no entanto continuam do mesmo velho modo de perpétua negligência. Se querem ganhar dinheiro, vão e ganhem milhões, e dêem-nos ao Mestre, e podem fazê-lo se tiverem a atitude correcta. E é o mesmo com tudo o resto que queiram fazer – escrever á maquina, estenografar ou qualquer outra coisa que desejem que seja o vosso serviço para o Mestre. A atitude é o que conta e quando chegarem lá todo o resto se seguirá.
Textos de J.Krishnamurti em Português
Por J. Krishnamurti, tal como impresso na revista The Herald of Star no número de Maio de 1925

A Arte de Escutar - Textos de J.Krishnamurti em Português


Alpino, Itália - 1ª palestra 1 de julho, 1933

Amigos, eu gostaria que fizessem uma descoberta viva, não uma descoberta induzida pela descrição de outros. Se alguém, por acaso, lhes tivesse falado sobre este cenário, teriam vindo com as vossas mentes preparadas para tal descrição, e talvez ficassem depois desapontados pela realidade. Ninguém pode descrever a realidade. Devem experimentá-la, vê-la, sentir toda a sua atmosfera. Quando virem a sua beleza e graciosidade, experimentarão uma renovação, uma aceleração na alegria.
A maioria das pessoas que pensam que estão à procura da verdade preparou já as suas mentes para a receber estudando descrições do que procura. Quando se examinam religiões e filosofias, descobrir-se-á que todas elas tentaram descrever a realidade; tentaram descrever a verdade para vossa orientação.
Não vou tentar descrever o que é para mim a verdade, já que isso seria um intento impossível. Não se pode descrever ou transmitir a outro a amplitude de uma experiência. Cada um deve vivê-la por si próprio.
Como a maioria das pessoas, vocês leram, ouviram e imitaram; tentaram descobrir o que os outros disseram sobre a verdade e sobre Deus, sobre a vida e a imortalidade. Possuem, portanto, uma imagem na mente, e querem agora comparar essa imagem com o que eu vou dizer. Ou seja, a vossa mente procura apenas descrições; não tentam descobrir de novo, tentam apenas comparar. Mas como eu não vou tentar descrever a verdade, porque ela não pode ser descrita, haverá naturalmente confusão na vossa mente.
Quando retêm uma imagem que vão tentar copiar, ou se atêm a um ideal que vão tentar seguir, jamais poderão enfrentar uma experiência completamente; nunca serão francos, nunca serão verdadeiros no que respeita a vocês mesmos e às vossas acções; estão sempre a autoproteger-se com um ideal. Se realmente sondarem a vossa mente e o vosso coração, descobrirão que vêm aqui para obter algo novo; uma ideia nova, uma sensação nova, uma nova explicação da vida, de forma a poderem moldar a vossa própria vida de acordo com ela. Por isso estão realmente à procura de uma explicação satisfatória. Não vieram com uma atitude de frescura, para que com a vossa própria percepção, a vossa própria intensidade, pudessem descobrir a alegria da acção natural e espontânea. Muitos de vocês procuram apenas a explicação descritiva da verdade, pensando que se conseguirem descobrir o que é a verdade, poderão então moldar as vossas vidas de acordo com essa luz eterna.
Se for esse o motivo da vossa procura, então não se trata de uma procura da verdade. É mais propriamente uma procura de consolo, de conforto; não é mais que uma tentativa de escapar aos inumeráveis conflitos e batalhas que têm que enfrentar todos os dias.
Do sofrimento nasceu o impulso de buscar a verdade; no sofrimento reside a causa da inquirição insistente, da procura da verdade. No entanto quando sofrem – pois todos sofrem – procuram remédio e conforto imediatos. Quando sentem uma dor física momentânea, obtêm um paliativo na farmácia mais próxima para atenuar o vosso sofrimento. Da mesma forma, quando experimentam uma angústia mental ou emocional momentânea, procuram consolo, e imaginam que tentar encontrar alívio para a dor é a procura da verdade. Dessa forma estão continuamente à procura de uma compensação para as vossas dores, uma compensação pelo esforço que são assim obrigados a fazer. Evitam a causa principal do sofrimento e vivem portanto uma vida ilusória.
Portanto, essas pessoas que estão sempre a proclamar que estão na busca da verdade estão, na verdade, a deixá-la escapar. Chegaram à conclusão que as suas vidas são insuficientes, incompletas, com falta de amor, e pensam que tentando procurar a verdade encontrarão satisfação e conforto. Se tiverem a franqueza de dizer a vocês próprios que vão apenas à procura de consolo e compensação pelas dificuldades da vida, serão capazes de procurar resolver o problema de forma inteligente.
Mas enquanto fingirem que estão à procura de algo mais que de simples compensação, não poderão ver a questão com clareza. A primeira coisa a descobrir, portanto, é se estão realmente à procura, fundamentalmente à procura da verdade.
Um homem que procura a verdade não é um discípulo da verdade. Suponham que me dizem: “Não tive amor na minha vida; foi uma vida pobre, uma vida de constante sofrimento; por isso, para obter conforto, procuro a verdade.” Devo então chamar a atenção para o facto de que a vossa procura de conforto é uma total ilusão. Na vida não existe isso de conforto e segurança. A primeira coisa a perceber é que devem ser absolutamente francos.
Mas vocês próprios não estão certos do que realmente querem: querem conforto, consolação, compensação, e no entanto, ao mesmo tempo, querem algo que é infinitamente maior que a compensação e o conforto. A vossa mente está tão confusa que num momento vocês confiam numa autoridade que lhes oferece compensação e conforto e, no momento seguinte, voltam-se para outra que lhes nega conforto. A vossa vida portanto torna-se numa refinada e hipócrita existência, uma vida de confusão. Tentem descobrir o que realmente pensam; não finjam pensar o que acham que devem pensar; então, se estiverem conscientes, totalmente vivos no que estão a fazer, saberão por vocês próprios, sem auto-análise, o que realmente desejam. Se forem totalmente responsáveis nos vossos actos, saberão então sem auto-análise o que realmente procuram. Este processo de descoberta não precisa de grande força de vontade, de grande vigor, mas apenas de interesse em descobrir o que pensam, descobrir se realmente são honestos ou se vivem numa ilusão.
Ao falar com grupos de ouvintes em todo o mundo, descubro que cada vez mais pessoas parecem não compreender o que eu digo porque vêm com ideias fixas; ouvem com a sua atitude tendenciosa, sem tentar descobrir o que tenho para dizer, mas apenas esperando descobrir o que secretamente desejam. É inútil dizer, “Aqui está um novo ideal pelo qual devo moldar-me”. Descubram de preferência o que realmente sentem e pensam.
Como é que podem descobrir aquilo que realmente sentem e pensam? Do meu ponto de vista, só o poderão fazer tendo consciência de toda a vossa vida. Descobrirão então até que ponto são escravos dos vossos ideais, e ao descobri-lo, verão que criaram ideais apenas para vossa consolação.
Onde existe dualidade, onde existem opostos, deve haver a consciência de incompletude. A mente está presa entre opostos, tais como castigo e recompensa, bom e mau, passado e futuro, ganho e perda. O pensamento é apanhado nesta dualidade, e por isso há incompletude na acção. Esta incompletude gera sofrimento, o conflito da escolha, esforço e autoridade, e a fuga do não essencial para o essencial.
Quando se sentem incompletos, sentem-se vazios, e desse sentimento de vazio surge o sofrimento; devido a essa incompletude vocês criam padrões, ideias, para sustentá-los no vosso vazio, e estabelecem esses padrões e ideais como sendo a vossa autoridade externa. Qual é a causa interior da autoridade externa que criam para si mesmos? Primeiro, sentem-se incompletos e sofrem por causa dessa incompletude. Enquanto não compreenderem a causa da autoridade, não passarão de uma máquina imitativa, e onde existe imitação não pode existir a preciosa realização da vida. Para compreender a causa da autoridade deverão acompanhar o processo mental e emocional que a cria. Em primeiro lugar sentem-se vazios e para se livrarem desse sentimento fazem um esforço; ao fazer esse esforço estão somente a criar opostos; criam uma dualidade que apenas aumenta a incompletude e o vazio. Vocês são responsáveis por autoridades externas tais como religião, política, moralidade, por autoridades tais como padrões económicos e sociais. Devido ao vosso vazio, à vossa incompletude, criaram estes padrões externos dos quais tentam agora libertar-se. Evolucionando, desenvolvendo, crescendo longe deles, querem criar uma lei interna para vocês próprios. À medida que vão compreendendo os padrões externos, querem libertar-se deles e desenvolver o vosso próprio padrão interno. Este padrão interno, a que vocês chamam de “realidade espiritual”, vocês identificam-no como uma lei cósmica, o que significa que não criaram senão outra divisão, outra dualidade.
Portanto, primeiro criam uma lei externa, e depois procuram libertar-se dela desenvolvendo uma lei interna que identificam com o universo, com o todo. É isso o que está a acontecer. Continuam conscientes do vosso egotismo que agora identificam como uma grande ilusão, chamando-lhe cósmica. Portanto, quando dizem, “Eu obedeço à minha lei interna”, não estão senão a utilizar uma expressão para encobrir o vosso desejo de se libertarem. Para mim, o homem que esteja ligado seja a uma lei externa seja a uma interna está enclausurado numa prisão; está dominado por uma ilusão. Por isso, um homem assim não pode compreender a acção espontânea, natural e saudável.
Ora bem, porque é que criam leis internas para vocês próprios? Não será porque a luta da vida diária é tão grande, tão inarmónica, que querem libertar-se dela e a criação de uma lei interna torna-se o vosso conforto? E tornam-se escravos dessa autoridade interna, desse padrão interno, porque rejeitaram somente a imagem exterior, e criaram no seu lugar uma imagem interior à qual se escravizaram.
Por este método não alcançarão o verdadeiro discernimento, e o discernimento é completamente diferente de escolha. A escolha tem que existir onde houver dualidade. Quando a mente está incompleta e está consciente dessa incompletude, tenta libertar-se dessa incompletude e em consequência cria o oposto a essa incompletude. Esse oposto pode ser um padrão tanto externo como interno, e uma vez estabelecido esse padrão, julga cada acção, cada experiência por esse padrão, e vive assim num estado contínuo de escolha. A escolha nasce somente da resistência. Se não houver discernimento, não há esforço.
Portanto para mim toda esta ideia de fazer um esforço em direcção à verdade, em direcção à realidade, esta ideia de efectuar um esforço continuado, é absolutamente falsa. Enquanto estiverem incompletos experimentarão sofrimento, e por isso estarão comprometidos com a escolha, o esforço, a luta incessante por aquilo a que chamam de “conhecimento espiritual”. Por isso eu digo que quando a mente fica aprisionada na autoridade não pode ter compreensão verdadeira, pensamento verdadeiro. E uma vez que as mentes da maioria das pessoas estão aprisionadas na autoridade – que não é mais que uma evasão à compreensão, ao discernimento – não poderão experimentar completamente a experiência da vida. Por esse motivo vivem uma vida dupla, uma vida de fingimento, de hipocrisia, uma vida na qual não existe nenhum momento de plenitude.
(Textos de J.Krishnamurti em Português)





Citação Jiddu Krishnamurti



Eu chorei, mas não desejo que os demais chorem; mas se o fizerem, agora sei o que isso significa. (...) É preciso que se libertem, não por minha causa, mas apesar de mim. Toda esta vida e, especialmente nos últimos meses, tenho lutado para ser livre – livre de meus amigos, dos meus livros, de minhas associações.
Vocês devem lutar pela mesma liberdade. Deve haver uma constante inquietação interior. Segurem um espelho constantemente à sua frente. Se houver algo indigno do ideal que criaram para si mesmos, mudem-no. Não façam de mim uma autoridade. Se eu me tornar uma necessidade para vocês, o que farão quando eu partir? Alguns de vocês acreditam que eu possa lhes dar uma bebida que os tornará livres, que posso lhes dar uma fórmula que os libertará – mas não é assim. Eu posso ser a porta, mas vocês devem passar por ela e encontrar a libertação que está além dela... A verdade chega como um ladrão – quando menos se espera por ela. Gostaria de poder inventar uma nova língua; como não posso, gostaria de destruir a velha fraseologia e antigos conceitos. Ninguém pode lhes dar a libertação. Terão de encontrá-la dentro de si, mas porque eu a encontrei, eu lhes mostrarei o caminho... Aquele que atingiu a libertação tornou-se um instrutor. Cada um de vocês têm o poder de entrar na chama, de se tornarem a própria chama... Porque eu estou aqui, se me tiverem em seus corações, eu lhes darei a força para alcançá-la. A libertação não se destina aos poucos, aos escolhidos, aos eleitos.
(Jiddu Krishnamurti)

Ensinamentos de Jiddu Krishnamurti



Os ensinamentos são importantes por si mesmos e intérpretes
ou comentadores apenas os distorcem, sendo aconselhável ir
diretamente à fonte, os próprios ensinamentos, e não se valer de
nenhuma autoridade.

O homem que vive alegre, verdadeiramente feliz, está livre de
todo esforço. Viver sem esforço não significa se tornar estagnado,
embotado, estúpido; ao contrário, só os homens sensatos,
altamente inteligentes, estão verdadeiramente livres do esforço e
da luta.

O importante não é o objeto da luta, porém, sim, compreender a
própria luta.

Poderemos ir longe, se começarmos de muito perto. Em geral
começamos pelo mais distante, o 'supremo princípio', 'o maior
ideal', e ficamos perdidos em algum sonho vago do pensamento
imaginativo. Mas quando partimos de muito perto, do mais perto,
que é nós, então o mundo inteiro está aberto – pois nós somos o
mundo. Temos de começar pelo que é real, pelo que está a
acontecer agora, e o agora é sem tempo. (Grifos meus).

Aprender não é um mero processo de acumular conhecimentos,
porém de descobrimento de extraordinárias riquezas existentes
além do alcance da mente.

Se observardes vossa mente, com serenidade e sem dardes
explicações, se deixardes simplesmente que vossa mente esteja
cônscia de sua própria luta, vereis que muito depressa surgirá um
estado no qual nenhuma luta haverá, um estado de extraordinária
vigilância. Nessa vigilância, não há idéia de 'superior' e 'inferior',
não há homem importante nem homem insignificante, não há guru.

Todos esses absurdos desapareceram, por que a mente está
inteiramente desperta. E a mente de todo desperta está cheia de
alegria.

Descontentamento é a luta pela consecução de mais, e o
contentamento é a cessação dessa luta; mas, não se chega ao
contentamento, se não se compreende todo o 'processo' relativo ao
mais, e por que razão a mente o exige.

Estamos lutando por alguma coisa e nunca nos detivemos para
investigar se essa coisa é digna de lutarmos por ela. Nunca
perguntamos a nós mesmos se ela merece nossos esforços... Só
quando tivermos compreendido inteiramente o significado do mais
é que deixaremos de pensar em termos de fracasso e de êxito.

Aqueles que realmente desejam compreender, que estão
buscando o eterno – sem início nem fim – caminharão juntos com
maior intensidade e serão uma ameaça para tudo que não é
essencial, para as irrealidades, para as sombras.

Meditação é libertar a mente de toda desonestidade. O
pensamento gera desonestidade. O pensamento, no seu esforço
para ser honesto, é comparativo e, portanto, desonesto. Meditação
é o movimento dessa honestidade no Silêncio.

Tudo o que importa ao homem inteligente é perceber os fatos e
compreender o problema – e isso não significa pensar em termos
de êxito ou de fracasso. Só quando não amamos o que fazemos
pensamos nesses termos.

Esperamos sempre que alguém nos diga o que é conduta justa
ou injusta, pensamento correto ou incorreto, e, pela observância
desse padrão, nossa conduta e nosso pensar se tornam mecânicos e
nossas reações automáticas.

Consoante a história teológica, garantem-nos os guias
religiosos que, se observarmos determinados rituais, recitarmos
certas preces e versos sagrados, obedecermos a alguns padrões,
refrearmos nossos desejos, controlarmos nossos pensamentos,
sublimarmos nossas paixões e se nos abstivermos dos prazeres
sexuais, então, após torturar suficientemente o corpo e o espírito,
encontraremos uma certa coisa além desta vida desprezível. É isso
o que têm feito, no decurso das idades, milhões de indivíduos ditos
religiosos, quer pelo isolamento nos desertos, nas montanhas,
numa caverna, quer peregrinando de aldeia em aldeia a esmolar,
quer em grupos, ingressando em mosteiros e forçando a mente a
ajustar-se a padrões estabelecidos. Mas, a mente que foi torturada,
subjugada, a mente que deseja fugir a toda agitação, que renunciou
ao mundo exterior e se tornou embotada pela disciplina e o
ajustamento – essa mente, por mais longamente que busque, o que
achar será em conformidade com sua própria deformação.

A causa primária da desordem existente em nós é estarmos
buscando a realidade prometida por outrem.

Estou apenas a ser como um espelho da vossa vida, no qual
podeis ver-vos como sois. Depois, podeis deitar fora o espelho; o
espelho não é importante.

A compreensão de si próprio é o começo da sabedoria.

Qualquer espécie de filosofia e qualquer espécie de teologia
representam, meramente, uma fuga à realidade do que é.

Não podeis depender de ninguém. Não há guia, não há
instrutor, não há autoridade. Só existe vós, vossas relações com
outros e com o mundo, e nada mais.

Normalmente, gostamos de culpar os outros, o que é uma
forma de autocompaixão.

O intelecto não constitui o campo total da existência. Ele é um
fragmento, e todo fragmento, por mais engenhosamente ajustado,
por mais antigo e tradicional que seja, continua a ser uma parte
insignificante da existência, e nós temos de nos interessar pela
totalidade da vida. Quando consideramos o que está ocorrendo no
mundo, começamos a compreender que não há processo exterior
nem processo interior; há só um processo unitário, um movimento
integral, total, sendo que o movimento interior se expressa
exteriormente, e o movimento exterior, por sua vez, reage ao
interior.
( Jiddu Krishnamurti)