segunda-feira, 18 de julho de 2011

Inteligência Espiritual



Artigo de Conceição Cavalcanti, coordenadora do programa Leitor do Futuro - Diário de Pernambuco/PE “Inteligência espiritual tem a ver com quem eu sou e com os meus valores. Precisamos alimentar essa inteligência para motivar a cooperação – entre família, a comunidade, os países. Só assim vamos encontrar soluções positivas para o planeta, e nos encontrar nessa busca também”. Danah Zohar

Para Danah Zohar física e filósofa autora do livro Inteligência Espiritual feito em conjunto com o psicoterapeuta Ian Marshall a inteligência espiritual coletiva é baixa na sociedade. Diz ainda que “vivemos numa cultura estúpida, mas podemos agir para elevar nosso quociente espiritual”. Segundo ela, a inteligência espiritual seria um terceiro tipo de inteligência a qual aumenta os horizontes das pessoas, torna-as mais criativas e se manifesta em sua necessidade de encontrar um significado para a vida. Ora, somos seres essencialmente questionadores e desde tempos remotos o homem ergue-se para o mundo que o cerca e pergunta: quem sou? Qual a minha relação com a natureza? O que torna a vida digna de ser vivida? Enfim, questionamentos da ordem do ser. Hoje, são muitos os estudiosos que pesquisam e buscam através das ciências respostas para o lado invisível das coisas. Entre eles está o indiano Amit Goswami e em entrevistas para os meios de comunicação afirma que a base da criatividade é a inteligência que se baseia nas percepções sutis e na intuição e esta seria a inteligência espiritual, que o mesmo chama de “supramental”. Estudioso das relações entre razão e intuição ele diz que nem tudo é racional, matemático. Nos últimos 50 anos desenvolvemos uma visão de mundo materialista e individualista. Voltada para o consumo , para o prazer imediato, envolvidos pelas imagens, uma visão que reforça os lados sensorial e mental. Você já ouviu falar do “Ponto de Deus”? Os cientistas descobriram no cérebro uma área nos lobos temporais que nos faz buscar um significado e valores para nossa vida e a esta área eles denominaram o Ponto de Deus. Enquanto a inteligência emocional nos permite julgar em qual situação nos encontramos, reconhecer nossos sentimentos e padrões comportamentais e assim escolher a melhor forma de se comportar em cada uma a inteligência espiritual nos remete ao campo da vontade e da indagação do quanto queremos estar em determinadas situações. Em quase todos os contextos há excesso de acessórios, por isso, vivemos distanciados do essencial e passamos à margem de uma discussão mais acurada sobre valores, crenças, ética e o que de fato é vital em nossas vidas e em nossas relações. Espero que esta leitura lhe motive a buscar além do que você já conhece. Quero também dizer a você que me acompanha através desta coluna, você que utiliza esses textos com seus alunos, debate com seus amigos, você que faz circular os conteúdos deste espaço, você é muito importante neste contexto, do contrário, com quem iria compartilhar da minha alma, das minhas esperanças, crenças, valores e manter-me sustentada na utopia necessária para seguir adiante.

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